sábado, 1 de maio de 2010
Refletindo e trocando idéias...
Caros amigos,
A reflexão acerca da Educação Inclusiva aponta para a importância de estratégias de apoio em que se busque a ampliação do entendimento das necessidades dos alunos na sua inserção nas atividades do cotidiano escolar. Demonstra também que a prática realizada é uma estratégia válida, na medida em que se baseia não no treinamento de professores para atitudes mais adequadas, mas apresenta o desafio da construção, das mudanças de hábitos, atitudes e valores de uma “lógica da exclusão” para uma “lógica da inclusão”.
Abraçamos a Educação Inclusiva não como um movimento utópico, mas como a realidade possível da sociedade contemporânea. Neste sentido, gostaríamos de assinalar que mais do que nunca acreditamos na necessidade da manutenção da Educação Especial no nosso país. É nela que vamos encontrar os profissionais para fazer a passagem dos professores do ensino regular para a Educação Inclusiva.
Mas, é importante que os professores do ensino especial revejam a sua prática. Ela não pode mais se orientar pelo modelo integração ou cairemos apenas em práticas reeducativas, com a manutenção do modelo médico de deficiência.
Construir uma sociedade e educação para todos, não é fácil, mas é possível se reunirmos forças, nos engajarmos coletivamente para mobilização de recursos e esquemas e construção de novos caminhos.
A Educação é um processo contínuo de mudança.
Vamos continuar essa reflexão a fim de, juntos, viabilizarmos na prática essa realidade e necessidade tão presente atualmente.
Um abraço!
A reflexão acerca da Educação Inclusiva aponta para a importância de estratégias de apoio em que se busque a ampliação do entendimento das necessidades dos alunos na sua inserção nas atividades do cotidiano escolar. Demonstra também que a prática realizada é uma estratégia válida, na medida em que se baseia não no treinamento de professores para atitudes mais adequadas, mas apresenta o desafio da construção, das mudanças de hábitos, atitudes e valores de uma “lógica da exclusão” para uma “lógica da inclusão”.
Abraçamos a Educação Inclusiva não como um movimento utópico, mas como a realidade possível da sociedade contemporânea. Neste sentido, gostaríamos de assinalar que mais do que nunca acreditamos na necessidade da manutenção da Educação Especial no nosso país. É nela que vamos encontrar os profissionais para fazer a passagem dos professores do ensino regular para a Educação Inclusiva.
Mas, é importante que os professores do ensino especial revejam a sua prática. Ela não pode mais se orientar pelo modelo integração ou cairemos apenas em práticas reeducativas, com a manutenção do modelo médico de deficiência.
Construir uma sociedade e educação para todos, não é fácil, mas é possível se reunirmos forças, nos engajarmos coletivamente para mobilização de recursos e esquemas e construção de novos caminhos.
A Educação é um processo contínuo de mudança.
Vamos continuar essa reflexão a fim de, juntos, viabilizarmos na prática essa realidade e necessidade tão presente atualmente.
Um abraço!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Participação...
Sugestões para a convivência com pessoas com deficiência
Pessoas que não conhecem pessoas com deficiência muitas vezes ficam sem jeito, com “muitos dedos”, como se diz, quando as encontram.
Para ajudar, aqui vão sugestões sobre o que fazer:
• Não faça de conta que a deficiência não existe. A deficiência é uma característica muito importante da pessoa e precisa ser considerada devidamente;
• A pessoa com deficiência é como todo mundo: pode ter dificuldade em algumas atividades e facilidade em outras;
• As pessoas com deficiência têm o direito de assumir responsabilidade por suas próprias decisões, podem e querem fazer isso;
• Quando quiser alguma informação de uma pessoa com deficiência, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes;
• Pergunte antes de ajudar. Sempre que quiser, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte qual é a forma mais adequada para ajudar;
• Não se ofenda se a oferta for recusada. Nem sempre as pessoas com deficiência precisam de ajuda;
• Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa com deficiência, procure outra pessoa que possa ajudar;
• Não exclua as pessoas com deficiência das atividades comunitárias. Estimule a participação e deixe que elas decidam como e se querem fazer;
• Trate as pessoas com deficiência de acordo com a sua faixa etária. Se for criança, trate como criança, se for jovem, trate como jovem;
• As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
Como perceber se o seu aluno tem sinais de deficiência.
Muitas vezes, é o professor que consegue perceber que a criança tem alguma difi¬culdade. Sua função é avisar a família, orientando-a para procurar ajuda especializada. Mas isso não é um diagnóstico, cabe somente ao profissional especializado realizá-lo.
Disponível em: http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html
Pessoas que não conhecem pessoas com deficiência muitas vezes ficam sem jeito, com “muitos dedos”, como se diz, quando as encontram.
Para ajudar, aqui vão sugestões sobre o que fazer:
• Não faça de conta que a deficiência não existe. A deficiência é uma característica muito importante da pessoa e precisa ser considerada devidamente;
• A pessoa com deficiência é como todo mundo: pode ter dificuldade em algumas atividades e facilidade em outras;
• As pessoas com deficiência têm o direito de assumir responsabilidade por suas próprias decisões, podem e querem fazer isso;
• Quando quiser alguma informação de uma pessoa com deficiência, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes;
• Pergunte antes de ajudar. Sempre que quiser, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte qual é a forma mais adequada para ajudar;
• Não se ofenda se a oferta for recusada. Nem sempre as pessoas com deficiência precisam de ajuda;
• Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa com deficiência, procure outra pessoa que possa ajudar;
• Não exclua as pessoas com deficiência das atividades comunitárias. Estimule a participação e deixe que elas decidam como e se querem fazer;
• Trate as pessoas com deficiência de acordo com a sua faixa etária. Se for criança, trate como criança, se for jovem, trate como jovem;
• As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
Como perceber se o seu aluno tem sinais de deficiência.
Muitas vezes, é o professor que consegue perceber que a criança tem alguma difi¬culdade. Sua função é avisar a família, orientando-a para procurar ajuda especializada. Mas isso não é um diagnóstico, cabe somente ao profissional especializado realizá-lo.
Disponível em: http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html
Uma escola com qualidade forma pessoas felizes e cidadãos conscientes de seus direitos...
Uma escola com qualidade forma pessoas felizes e cidadãos conscientes
A escola com ensino de qualidade:
• Favorece e incentiva a criação de laços de amizade entre todos os alunos;
• Considera os conteúdos acadêmicos como meios para se conhecer o mundo e não como um fim em si mesmos;
• Estabelece parceria com as famílias e a comunidade para elaborar e cumprir o projeto escolar;
• Favorece práticas e métodos pedagógicos que incentivam a formação de conhecimento compartilhado entre professor e alunos, em vez de despejar conteúdos formados por verdades prontas e acabadas;
• Adota a transversalidade curricular (estudos que integram vários tipos de conhecimento) em substituição à obrigação do consumo passivo de informações e de conhecimentos sem sentido;
• Incentiva a criatividade e a autonomia do aluno em busca do próprio conhecimento;
• Prefere temas de estudo relacionados à realidade, à identidade social e cultural dos alunos;
• Ensina o valor da diferença e da convivência para os alunos a partir do exemplo dos professores e da comunidade escolar e pelo ensino ministrado nas salas de aula;
• Desenvolve atividades que não destacam os alunos que sabem mais dos que sabem menos;
• Adota o processo de avaliação que acompanha a evolução das competências de cada aluno;
• Organiza as turmas escolares por ciclos de formação e de desenvolvimento, respeitando o ritmo de cada um.
Sugestões para ensinar todos os alunos da classe
Você já pensou sobre isto?
• Convença-se que todos os seus alunos sabem alguma coisa e que todos podem aprender, cada um de acordo com seu jeito e com seu tempo próprios;
• Tenha altas expectativas em relação a todos os seus alunos, pois eles só aprenderão se você acreditar que isso é possível;
• Renuncie à idéia de que somente você tem algo a ensinar na classe e acredite que seu aluno também tem seu próprio saber;
• Dê oportunidades para o aluno aprender a partir do que sabe e chegar até onde é capaz de progredir. Afinal, os alunos aprendem mais quando tiram suas dúvidas, superam incertezas e satisfazem curiosidade;
• Promova o diálogo entre os alunos e suas diferentes características étnicas, religiosas, de gênero, de condição física;
• Faça com que todos interajam e construam ativamente conceitos, valores, atitudes, em vez de priorizar o ensino expositivo em sua sala de aula.[25]
[25]PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO, O Acesso de Pessoas com Deficiência às Classes e Escolas Comuns da Rede Regular de Ensino, [artigo online] :http://www.cepde.rj.gov.br/cartilha_do_mp.doc>. 2003.
A escola com ensino de qualidade:
• Favorece e incentiva a criação de laços de amizade entre todos os alunos;
• Considera os conteúdos acadêmicos como meios para se conhecer o mundo e não como um fim em si mesmos;
• Estabelece parceria com as famílias e a comunidade para elaborar e cumprir o projeto escolar;
• Favorece práticas e métodos pedagógicos que incentivam a formação de conhecimento compartilhado entre professor e alunos, em vez de despejar conteúdos formados por verdades prontas e acabadas;
• Adota a transversalidade curricular (estudos que integram vários tipos de conhecimento) em substituição à obrigação do consumo passivo de informações e de conhecimentos sem sentido;
• Incentiva a criatividade e a autonomia do aluno em busca do próprio conhecimento;
• Prefere temas de estudo relacionados à realidade, à identidade social e cultural dos alunos;
• Ensina o valor da diferença e da convivência para os alunos a partir do exemplo dos professores e da comunidade escolar e pelo ensino ministrado nas salas de aula;
• Desenvolve atividades que não destacam os alunos que sabem mais dos que sabem menos;
• Adota o processo de avaliação que acompanha a evolução das competências de cada aluno;
• Organiza as turmas escolares por ciclos de formação e de desenvolvimento, respeitando o ritmo de cada um.
Sugestões para ensinar todos os alunos da classe
Você já pensou sobre isto?
• Convença-se que todos os seus alunos sabem alguma coisa e que todos podem aprender, cada um de acordo com seu jeito e com seu tempo próprios;
• Tenha altas expectativas em relação a todos os seus alunos, pois eles só aprenderão se você acreditar que isso é possível;
• Renuncie à idéia de que somente você tem algo a ensinar na classe e acredite que seu aluno também tem seu próprio saber;
• Dê oportunidades para o aluno aprender a partir do que sabe e chegar até onde é capaz de progredir. Afinal, os alunos aprendem mais quando tiram suas dúvidas, superam incertezas e satisfazem curiosidade;
• Promova o diálogo entre os alunos e suas diferentes características étnicas, religiosas, de gênero, de condição física;
• Faça com que todos interajam e construam ativamente conceitos, valores, atitudes, em vez de priorizar o ensino expositivo em sua sala de aula.[25]
[25]PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO, O Acesso de Pessoas com Deficiência às Classes e Escolas Comuns da Rede Regular de Ensino, [artigo online] :http://www.cepde.rj.gov.br/cartilha_do_mp.doc>. 2003.
ADAPTAÇÕES NA ESTRUTURA DA ESCOLA
Como a escola pode se preparar para receber um aluno com deficiência?
Adaptações arquitetônicas
Para que o ambiente da escola seja acessível, é preciso que as pessoas com deficiência, inclusive aquelas que usam cadeira de rodas, possam usar o mobiliário (cadeiras, mesas, balcões, bebedouros, quadros de avisos, equipamentos, etc.), se movimentar por todo o edifício (entrada principal, salas de aula, sanitários, pátios, quadras, parques, bibliotecas, laboratórios, lanchonetes, etc.) e pela vizinhança.
Isso significa que devemos observar também como está o lado de fora da escola. Olhe se há guias rebaixadas para pessoas em cadeira de rodas, travessia de pedestres sinalizada, semáforos sonoros para cegos, pontos de ônibus que permitam o embarque seguro e calçadas conservadas e livres de canteiros de flores, postes, caixas de correio, orelhões e bancas de jornal mal posicionados. Muitas vezes nem percebemos, mas estes obstáculos podem representar uma verdadeira “olimpíada” para as pessoas com deficiência.
É claro que isto é o ideal e nossa realidade está muito longe de atingi-lo. No entanto, não significa que você deve desistir de buscar o que for o possível para seu aluno. Até porque, num ambiente onde pessoas em cadeiras de rodas ou pessoas cegas e surdas circulam de maneira autônoma e segura, TODOS se beneficiam porque se locomovem com menos esforço e mais conforto.
Sabemos que muitas escolas infelizmente não têm bibliotecas ou salas de leitura, mas outras têm. É importante que você, professor, fique atento sobre a importância que a leitura tem para a criança com deficiência e, sempre que possível, estimule a comunidade escolar, a Associação de Pais e Mestres ou a Biblioteca Pública de sua cidade a se adaptar para acolher a criança e o jovem com deficiência.
A comunicação visual existente nas escolas deve ser compreendida por pessoas com todos os tipos de deficiência. Os quadros de avisos e placas de sinalização e orientação de usuários devem ter textos curtos, com letras grandes, acompanhados de símbolos e devem ser colocados no nível dos olhos de uma pessoa em cadeira de rodas. Devem ser instalados sinais de alerta com luz para avisar aos usuários surdos de eventuais emergências.
Parques infantis acessíveis a todas as crianças
Não deve haver barreiras arquitetônicas que possam dificultar o acesso de alunos usuários de cadeiras de rodas ou com locomoção reduzida (degraus, areia fofa em todo o solo, desníveis de um brinquedo para outro, etc.). O ideal é que todos os brinquedos sejam acessíveis a todas as crianças; no entanto, existem poucos brinquedos desse tipo no mercado[6]. Uma maneira de contornar esse problema é capacitar pessoas para ajudar crianças com deficiência a usarem com segurança os brinquedos existentes.
[7]http://www.abnt.org.br.
Adaptações arquitetônicas
Para que o ambiente da escola seja acessível, é preciso que as pessoas com deficiência, inclusive aquelas que usam cadeira de rodas, possam usar o mobiliário (cadeiras, mesas, balcões, bebedouros, quadros de avisos, equipamentos, etc.), se movimentar por todo o edifício (entrada principal, salas de aula, sanitários, pátios, quadras, parques, bibliotecas, laboratórios, lanchonetes, etc.) e pela vizinhança.
Isso significa que devemos observar também como está o lado de fora da escola. Olhe se há guias rebaixadas para pessoas em cadeira de rodas, travessia de pedestres sinalizada, semáforos sonoros para cegos, pontos de ônibus que permitam o embarque seguro e calçadas conservadas e livres de canteiros de flores, postes, caixas de correio, orelhões e bancas de jornal mal posicionados. Muitas vezes nem percebemos, mas estes obstáculos podem representar uma verdadeira “olimpíada” para as pessoas com deficiência.
É claro que isto é o ideal e nossa realidade está muito longe de atingi-lo. No entanto, não significa que você deve desistir de buscar o que for o possível para seu aluno. Até porque, num ambiente onde pessoas em cadeiras de rodas ou pessoas cegas e surdas circulam de maneira autônoma e segura, TODOS se beneficiam porque se locomovem com menos esforço e mais conforto.
Sabemos que muitas escolas infelizmente não têm bibliotecas ou salas de leitura, mas outras têm. É importante que você, professor, fique atento sobre a importância que a leitura tem para a criança com deficiência e, sempre que possível, estimule a comunidade escolar, a Associação de Pais e Mestres ou a Biblioteca Pública de sua cidade a se adaptar para acolher a criança e o jovem com deficiência.
A comunicação visual existente nas escolas deve ser compreendida por pessoas com todos os tipos de deficiência. Os quadros de avisos e placas de sinalização e orientação de usuários devem ter textos curtos, com letras grandes, acompanhados de símbolos e devem ser colocados no nível dos olhos de uma pessoa em cadeira de rodas. Devem ser instalados sinais de alerta com luz para avisar aos usuários surdos de eventuais emergências.
Parques infantis acessíveis a todas as crianças
Não deve haver barreiras arquitetônicas que possam dificultar o acesso de alunos usuários de cadeiras de rodas ou com locomoção reduzida (degraus, areia fofa em todo o solo, desníveis de um brinquedo para outro, etc.). O ideal é que todos os brinquedos sejam acessíveis a todas as crianças; no entanto, existem poucos brinquedos desse tipo no mercado[6]. Uma maneira de contornar esse problema é capacitar pessoas para ajudar crianças com deficiência a usarem com segurança os brinquedos existentes.
[7]http://www.abnt.org.br.
INTEGRAÇÃO VERSUS INCLUSÃO
Integração versus Inclusão
Até os anos setenta do século passado, a escola seguia o modelo da Integração, ou seja, aceitava somente os alunos que tivessem condições de acompanhar os métodos de ensino e o ritmo de aprendizagem da maioria dos alunos.
Considerava-se que a deficiência era um problema que estava na pessoa e, portanto, era a pessoa que precisava ser modificada (habilitada, reabilitada, educada) para tornar-se apta a satisfazer os padrões aceitos no meio social (família, escola, emprego, ambiente). Quem não estivesse pronto para ingressar imediatamente na escola, precisava ser “preparado”, por uma classe especial ou Escola Especial, até ser considerado aceitável.
A partir dos anos oitenta, esse modelo começou a ser questionado. Já nos anos noventa, estava consolidado o novo conceito proposto: o da Inclusão.
Por esse modelo, a deficiência não é um problema da pessoa, mas, sim, o resultado da incapacidade da sociedade em atender às necessidades dessa mesma pessoa.
Portanto, pelo modelo da inclusão, é a sociedade (escolas, empresas, programas, serviços, ambientes físicos etc.) que precisa se tornar capaz de acolher todas as pessoas.
Você deve ter ouvido muita gente falar que a Educação Inclusiva é uma ilusão e que ela nunca vai funcionar. Você deve ter ouvido muitos professores dizendo que uma boa classe especial ou Escola Especial é melhor para as pessoas com deficiência do que uma Escola Inclusiva ruim.
O que você pode dizer a essas pessoas é que esse é um falso dilema. As pessoas com deficiência têm direito a uma educação de qualidade e inclusiva. As duas coisas não são e não podem ser consideradas excludentes. Esse é um direito intransferível de todas as crianças e ninguém pode negar isso a elas.
A Sociedade para Todos está em processo de construção. Hoje, vivemos um momento de transição entre modelos e idéias, por isso ainda estamos convivendo com classes especiais e Escolas Especiais. Mas, a Escola Inclusiva e o modelo da Inclusão vieram para ficar porque se baseiam em conceitos teóricos e práticos desenvolvidos pelos melhores educadores em todo o mundo e refletem o nosso momento histórico.
Esse momento de transição é inevitável porque adotar um novo modelo nunca é fácil. Um modelo de pensamento é uma espécie de filtro através do qual o mundo pode ser interpretado. Isto significa que, ao analisarmos um modelo, não o fazemos apenas racionalmente, mas, também, e sobretudo, o fazemos emocionalmente. O modelo da Inclusão exige que abandonemos preconceitos e estereótipos em relação à Educação e às pessoas com deficiência.
É difícil mudar nossas opiniões, idéias e valores. Temos dúvidas e perguntas, e muitas vezes não sabemos como fazer de forma diferente.
Disponível em: http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html
Até os anos setenta do século passado, a escola seguia o modelo da Integração, ou seja, aceitava somente os alunos que tivessem condições de acompanhar os métodos de ensino e o ritmo de aprendizagem da maioria dos alunos.
Considerava-se que a deficiência era um problema que estava na pessoa e, portanto, era a pessoa que precisava ser modificada (habilitada, reabilitada, educada) para tornar-se apta a satisfazer os padrões aceitos no meio social (família, escola, emprego, ambiente). Quem não estivesse pronto para ingressar imediatamente na escola, precisava ser “preparado”, por uma classe especial ou Escola Especial, até ser considerado aceitável.
A partir dos anos oitenta, esse modelo começou a ser questionado. Já nos anos noventa, estava consolidado o novo conceito proposto: o da Inclusão.
Por esse modelo, a deficiência não é um problema da pessoa, mas, sim, o resultado da incapacidade da sociedade em atender às necessidades dessa mesma pessoa.
Portanto, pelo modelo da inclusão, é a sociedade (escolas, empresas, programas, serviços, ambientes físicos etc.) que precisa se tornar capaz de acolher todas as pessoas.
Você deve ter ouvido muita gente falar que a Educação Inclusiva é uma ilusão e que ela nunca vai funcionar. Você deve ter ouvido muitos professores dizendo que uma boa classe especial ou Escola Especial é melhor para as pessoas com deficiência do que uma Escola Inclusiva ruim.
O que você pode dizer a essas pessoas é que esse é um falso dilema. As pessoas com deficiência têm direito a uma educação de qualidade e inclusiva. As duas coisas não são e não podem ser consideradas excludentes. Esse é um direito intransferível de todas as crianças e ninguém pode negar isso a elas.
A Sociedade para Todos está em processo de construção. Hoje, vivemos um momento de transição entre modelos e idéias, por isso ainda estamos convivendo com classes especiais e Escolas Especiais. Mas, a Escola Inclusiva e o modelo da Inclusão vieram para ficar porque se baseiam em conceitos teóricos e práticos desenvolvidos pelos melhores educadores em todo o mundo e refletem o nosso momento histórico.
Esse momento de transição é inevitável porque adotar um novo modelo nunca é fácil. Um modelo de pensamento é uma espécie de filtro através do qual o mundo pode ser interpretado. Isto significa que, ao analisarmos um modelo, não o fazemos apenas racionalmente, mas, também, e sobretudo, o fazemos emocionalmente. O modelo da Inclusão exige que abandonemos preconceitos e estereótipos em relação à Educação e às pessoas com deficiência.
É difícil mudar nossas opiniões, idéias e valores. Temos dúvidas e perguntas, e muitas vezes não sabemos como fazer de forma diferente.
Disponível em: http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html
QUEM GANHA COM A INCLUSÃO?
Quem ganha com a inclusão de crianças com deficiência?
Estudos e experiências realizados no Brasil e no mundo demonstram que a Educação Inclusiva é benéfica para todos os envolvidos.
Os alunos com deficiência aprendem:
• melhor e mais rapidamente, pois encontram modelos positivos nos colegas;
• que podem contar com a ajuda e também podem ajudar os colegas;
• a lidar com suas dificuldades e a conviver com as demais crianças.
Os alunos sem deficiência aprendem:
• a lidar com as diferenças individuais;
• a respeitar os limites do outro;
• a partilhar processos de aprendizagem.
Todos os alunos, independentemente da presença ou não de deficiência, aprendem:
• a compreender e aceitar os outros;
• a reconhecer as necessidades e competências dos colegas;
• a respeitar todas as pessoas;
• a construir uma sociedade mais solidária;
• a desenvolver atitudes de apoio mútuo;
• a criar e desenvolver laços de amizade;
• a preparar uma comunidade que apoia todos os seus membros;
• a diminuir a ansiedade diante das dificuldades.
Disponível em: http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html
Estudos e experiências realizados no Brasil e no mundo demonstram que a Educação Inclusiva é benéfica para todos os envolvidos.
Os alunos com deficiência aprendem:
• melhor e mais rapidamente, pois encontram modelos positivos nos colegas;
• que podem contar com a ajuda e também podem ajudar os colegas;
• a lidar com suas dificuldades e a conviver com as demais crianças.
Os alunos sem deficiência aprendem:
• a lidar com as diferenças individuais;
• a respeitar os limites do outro;
• a partilhar processos de aprendizagem.
Todos os alunos, independentemente da presença ou não de deficiência, aprendem:
• a compreender e aceitar os outros;
• a reconhecer as necessidades e competências dos colegas;
• a respeitar todas as pessoas;
• a construir uma sociedade mais solidária;
• a desenvolver atitudes de apoio mútuo;
• a criar e desenvolver laços de amizade;
• a preparar uma comunidade que apoia todos os seus membros;
• a diminuir a ansiedade diante das dificuldades.
Disponível em: http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html
CADA UM DE SEUS ALUNOS TEM CARACTERÍSTICAS DIFERENTES...
Cada um de seus alunos tem características diferentes
A Educação Inclusiva vem para substituir a escola tradicional, na qual todos os alunos precisavam se adaptar ao mesmo método pedagógico e eram avaliados da mesma forma. Quem não se enquadrasse, estava fora dos padrões considerados aceitáveis e era encaminhado para a classe especial, para a escola especial ou, simplesmente, acabava desistindo de estudar.
Na Escola Inclusiva não existem classes especiais. Ou melhor, todas as classes e todos os alunos são muito especiais para seu professor. E você sabe que isso é verdade por experiência própria. Você sabe que o Joãozinho aprende uma palavra muito melhor quando você faz um desenho na lousa. Que a Mariazinha entende mais quando você canta uma música inventada para a aula de Ciências. Que o Pedro entende melhor a tabuada quando você usa palitos de sorvete ou sementes. E por isso, muitas vezes, você passa, de carteira em carteira, explicando a mesma coisa de um jeito diferente para cada um deles.
Essa é base da Educação Inclusiva: considerar a deficiência de uma criança ou de um jovem como mais uma das muitas características diferentes que os alunos podem ter. E, sendo assim, respeitar essa diferença e encontrar formas adequadas para transmitir o conhecimento e avaliar o aproveitamento de cada aluno.
Vários estudos, no Brasil e no mundo, têm demonstrado que essa pedagogia centrada no aluno é benéfica para todos os estudantes com e sem deficiência porque:
• Reduz a taxa de desistência e repetência escolar;
• Aumenta a auto-estima dos alunos;
• Impede o desperdício de recursos;
• Ajuda a construir uma sociedade que respeita as diferenças.
Disponível em: http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html
A Educação Inclusiva vem para substituir a escola tradicional, na qual todos os alunos precisavam se adaptar ao mesmo método pedagógico e eram avaliados da mesma forma. Quem não se enquadrasse, estava fora dos padrões considerados aceitáveis e era encaminhado para a classe especial, para a escola especial ou, simplesmente, acabava desistindo de estudar.
Na Escola Inclusiva não existem classes especiais. Ou melhor, todas as classes e todos os alunos são muito especiais para seu professor. E você sabe que isso é verdade por experiência própria. Você sabe que o Joãozinho aprende uma palavra muito melhor quando você faz um desenho na lousa. Que a Mariazinha entende mais quando você canta uma música inventada para a aula de Ciências. Que o Pedro entende melhor a tabuada quando você usa palitos de sorvete ou sementes. E por isso, muitas vezes, você passa, de carteira em carteira, explicando a mesma coisa de um jeito diferente para cada um deles.
Essa é base da Educação Inclusiva: considerar a deficiência de uma criança ou de um jovem como mais uma das muitas características diferentes que os alunos podem ter. E, sendo assim, respeitar essa diferença e encontrar formas adequadas para transmitir o conhecimento e avaliar o aproveitamento de cada aluno.
Vários estudos, no Brasil e no mundo, têm demonstrado que essa pedagogia centrada no aluno é benéfica para todos os estudantes com e sem deficiência porque:
• Reduz a taxa de desistência e repetência escolar;
• Aumenta a auto-estima dos alunos;
• Impede o desperdício de recursos;
• Ajuda a construir uma sociedade que respeita as diferenças.
Disponível em: http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html
quarta-feira, 31 de março de 2010
AGRADECIMENTO À EQUIPE DO CURSO EDUCAÇÃO PARA DIVERSIDADE E CIDADANIA - EAD UNESP-BAURU / PÓLO SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
MENSAGEM AO PROFESSOR
Estar vivo é estar em conflito permanente, produzindo dúvidas, certezas questionáveis. Estar vivo é assumir a Educação do sonho do cotidiano.
Para permanecer vivo, educando a paixão, desejos de vida e morte, é preciso educar o medo e a coragem.
Medo e coragem em ousar.
Medo e coragem em romper com o velho.
Medo e coragem em assumir a solidão de ser diferente.
Medo e coragem em construir o novo.
Medo e coragem em assumir a educação deste drama, cujos personagens
são nossos desejos de vida e morte.
Educar a paixão (de vida e morte) é lidar com esses dois ingredientes, cotidianamente,
através da nossa capacidade, força vital (que todo ser humano possui, uns mais,
outros menos, em outros anestesiada) e desejar, sonhar, imaginar, criar.
Somos sujeitos porque desejamos, sonhamos, imaginamos e criamos, na busca permanente
da alegria, da esperança, do fortalecimento da liberdade, de uma sociedade mais justa,
da felicidade a que todos temos direito.
Este é o drama de permanecermos vivos... fazendo Educação.
Madalena Freire
MUITO OBRIGADA POR TUDO!
Estar vivo é estar em conflito permanente, produzindo dúvidas, certezas questionáveis. Estar vivo é assumir a Educação do sonho do cotidiano.
Para permanecer vivo, educando a paixão, desejos de vida e morte, é preciso educar o medo e a coragem.
Medo e coragem em ousar.
Medo e coragem em romper com o velho.
Medo e coragem em assumir a solidão de ser diferente.
Medo e coragem em construir o novo.
Medo e coragem em assumir a educação deste drama, cujos personagens
são nossos desejos de vida e morte.
Educar a paixão (de vida e morte) é lidar com esses dois ingredientes, cotidianamente,
através da nossa capacidade, força vital (que todo ser humano possui, uns mais,
outros menos, em outros anestesiada) e desejar, sonhar, imaginar, criar.
Somos sujeitos porque desejamos, sonhamos, imaginamos e criamos, na busca permanente
da alegria, da esperança, do fortalecimento da liberdade, de uma sociedade mais justa,
da felicidade a que todos temos direito.
Este é o drama de permanecermos vivos... fazendo Educação.
Madalena Freire
MUITO OBRIGADA POR TUDO!
Todos somos deficientes em alguma coisa, só que a gente não sabe: é a nossa arrogância que não nos permite dizer. Não estou querendo afirmar que todas as pessoas são iguais. As diferenças são legítimas, as diferenças são reais e há perdas que são reais e as pessoas precisam aprender a compensá-las. Esse é o outro aspecto bonito da relação.
Quando pensamos em termos de classe, o problema é de afirmação ou negação. É tudo (o termo atende ao critério) ou nada (não atende). Na relação, temos um jogo de compensações, de lugares ou posições relativas, em que os termos se expressam de muitas formas. Isso também é uma questão de afirmação e negação; mas, funciona ou opera de outro modo. Devemos tomar consciência que ninguém é perfeitamente igual a alguém, e uma classe nunca será composta por seres humanos idênticos, até porque isso é algo inexistente. Ninguém é melhor ou pior do que ninguém, apenas diferente...
Quando pensamos em termos de classe, o problema é de afirmação ou negação. É tudo (o termo atende ao critério) ou nada (não atende). Na relação, temos um jogo de compensações, de lugares ou posições relativas, em que os termos se expressam de muitas formas. Isso também é uma questão de afirmação e negação; mas, funciona ou opera de outro modo. Devemos tomar consciência que ninguém é perfeitamente igual a alguém, e uma classe nunca será composta por seres humanos idênticos, até porque isso é algo inexistente. Ninguém é melhor ou pior do que ninguém, apenas diferente...
quarta-feira, 24 de março de 2010
INCLUSÃO E EDUCAÇÃO ESPECIAL
A Educação Especial, na maioria dos países, tem, a grosso modo, seguido um padrão semelhante de evolução. Num primeiro momento é caracterizada pela segregação e exclusão, ou seja, a "clientela" é simplesmente ignorada, evitada, abandonada ou encarcerada, quando não, exterminada. Em segundo, há uma modificação no olhar sobre a referida "clientela", que passa a ser percebida como possuidora de certas capacidades, ainda que limitadas, como por exemplo, a de aprendizagem.
Forma enriquecida de educação comum, tendente a melhorar a vida daqueles que sofrem diversas deficiências; enriquecida no sentido de recorrer aos métodos pedagógicos modernos e ao material técnico para remediar certos tipos de deficiências. A falta de intervenção deste tipo tem levado muitos deficientes a correrem o risco de ficar, em certa medida, inadaptados e diminuídos, do ponto de vista social e sem conseguir alcançar jamais o pleno desenvolvimento de suas capacidades. (UNESCO, 1977, p.11).
Com isso começa o processo chamado de "Velha Integração", ou seja, os excluídos começam a ser integrados a certos setores sociais, mas ainda predomina um olhar de tutela, e a prática correspondente, no que lhes diz respeito, muito embora já não seja mais a de rejeição e medo, ainda seria excludente, na medida em que se propõe a "protegê-los", utilizando-se de asilos e abrigos, dos quais estas pessoas raramente sairiam, e onde seriam submetidas a tratamentos e práticas, no mínimo alienantes.
Emerge, assim, a necessidade de indivíduos cidadãos, sabedores e conscientes de seus valores e de seus direitos e deveres. Cresce, portanto a importância da educação, e mais ainda, a importância da inserção de todos num programa educacional que pelo menos lhes tire da condição de ignorantes.
Em conseqüência disso cresce a necessidade de se planejar programas educacionais flexíveis que possam abranger o mais variado tipo de alunado e que possa, ao mesmo tempo, oferecer o mesmo conteúdo curricular, sem perda da qualidade do ensino e da aprendizagem. Sendo assim, pode ocorrer inclusão, mas para isso é necessária a mudança de alguns pontos.
A opinião geral do grupo é de que as políticas nacionais adotadas em matéria de educação especial devem orientar-se a assegurar a igualdade de acesso à educação e a integrar todos os cidadãos na vida econômica e social da comunidade. Os objetivos da educação especial destinada às crianças afetadas por deficiências mentais, sensoriais, motoras ou afetivas são muito similares aos da educação comum, quer dizer: possibilitar ao máximo o desenvolvimento individual das atitudes intelectuais, escolares e sociais. Os membros do grupo acreditam que o ideal seria poder estabelecer um plano de educação para cada criança desde a mais tenra idade, dotando de programas com a flexibilidade conveniente para cada caso. (UNESCO, 1977, p12).
A partir daí, um ponto importante de tais discussões, e que trará conseqüências à educação especial, é o início de reformas educacionais significativas que assegurem que a escola inclua em suas atividades, seus currículos, e através de seus professores, serviços que realmente correspondam às necessidades de seus alunos, de seus respectivos pais e das comunidades locais, e que atendam aos anseios das nações que visam formar cidadãos responsáveis e instruídos.
Este pensar, no que diz respeito à prática educacional, mostra que a inclusão e participação são essenciais à dignidade humana e ao gozo e exercício dos direitos humanos. No campo da educação, tal se reflete no desenvolvimento de estratégias que procuram proporcionar uma equalização genuína de oportunidades. A experiência em muitos países demonstra que a integração de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais é mais eficazmente alcançada em escolas inclusivas que servem a todas as crianças de uma comunidade.
Em segundo lugar, significa entender do que se trata a inclusão em educação: o princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças deveriam aprender juntas independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que possam ter. As escolas inclusivas devem reconhecer e responder às diversas necessidades de seus alunos, acomodando tanto estilos como ritmos diferentes de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade a todos através de currículo apropriado, modificações organizacionais, estratégias de ensino, uso de recursos e parcerias com a comunidade.
Dentro das escolas inclusivas, as crianças com necessidades educacionais especiais deveriam receber qualquer apoio extra que viessem a precisar para que se lhes fosse assegurada uma educação afetiva, ou seja, as implicações consistem no reconhecimento da igualdade de valores e de direitos, e na consequente tomada de atitudes, em todos os níveis (político, governamental, social, comunitário e individual) que reflitam uma coerência entre o que se diz e o que se fala.
Em termos práticos e governamentais, a inclusão, implica na reformulação de políticas educacionais e de implementação de projetos educacionais do sentido excludente ao sentido inclusivo. Uma grande questão que geralmente se coloca sobre esse aspecto, onde a educação especial já tenha tradicionalmente se instaurado como um sistema paralelo de ensino, se refere à onerosidade financeira de tal reformulação.
A educação especial é muito mais do que escola especial. Como tal, sua pratica não precisa nem deve, estar limitada a um sistema paralelo de educação, e sim fazer parte da educação como um todo, acontecendo nas escolas regulares e constituindo-se em mais um sinal de qualidade em educação, quando oferecida a qualquer aluno que dela necessite, por quaisquer que sejam os motivos (internos ou externos ao indivíduo). Portanto, nos casos em que uma tradição paralela do oferecimento da educação especial ainda não esteja consolidada, concentrar esforços e investimentos na inclusão em educação já seria, de início, uma vantagem. Cabe ressaltar que a inclusão não é uma ameaça, nem ao menos uma mera questão de terminologia.
Ela é uma expressão linguística e física de um processo histórico que não se iniciou e nem terminará hoje.
Na verdade, a inclusão não tem fim, se entendida dentro de um enfoque dinâmico, processual e sistêmico. Até porque, na medida em que o mundo se move em seu curso histórico e as regras e convenções vão sendo revistas e modificadas, novos tipos de excluídos poderão sempre aparecer.
ESTRUTURA DA ESCOLA INCLUSIVA
As escolas inclusivas são organizações de aprendizagem, em permanente construção e movimento, são escolas abertas para todos, onde todos aprendem juntos quaisquer que sejam as suas dificuldades. São escolas que encaram a tarefa educativa com base numa abordagem curricular. Todo e qualquer aluno pode experimentar dificuldades em algum momento do seu processo de aprendizagem. As dificuldades experimentadas pelos alunos no seu processo de aprendizagem são encaradas como uma fonte de conhecimento e de aperfeiçoamento das práticas educativas.
A questão da inclusão social de crianças com necessidades educacionais especiais, insere-se no contexto das discussões cada vez mais evidentes relativas à integração de pessoas portadoras de deficiências enquanto cidadãos, em seus respectivos direitos e deveres de participação e contribuição social.
Exemplos práticos dessa necessidade podem ser facilmente fundamentados em observações do dia-a-dia, quando se percebe a perplexidade, confusão e insegurança com que professores e outros profissionais se deparam com o tema quando abordado em teoria ou na prática.
A CONSTRUÇÃO ATIVA DO CONHECIMENTO NA ESCOLA INCLUSIVA
Se, conforme Piaget (1949), as crianças são construtoras de seu próprio conhecimento, quando portadoras de deficiência, esta construção pode ser limitada pela restrita interação dessas crianças com o seu ambiente. E é nessa interação que ocorrem as condições do conhecimento sobre a importância para o aprendizado, das interações do mundo "o construcionismo, que atribui especial importância ao papel das construções do mundo como apoio para o que ocorreu no cérebro, tornando-se deste modo, uma doutrina puramente mentalista".
A ingressarem no sistema educativo tradicional, regular ou especial, as crianças com necessidade educacionais especiais, freqüentemente, vivenciam interações que reforçam uma postura de passividade diante de sua realidade e de seu meio ambiente, sendo submetidas, a um paradigma educacional no qual elas continuam a ser objetos e não sujeitos de seus próprios processos. Esses paradigmas ao contrário de educar para independência, para a autonomia e liberdade no pensar e no agir, reforçam esquemas de dependência e submissão. Os alunos são vistos e tratados como receptores de informações e não construtores de seus próprios conhecimentos.
Exatamente pelas dificuldades e atrasos que os alunos com necessidades especiais apresentam em seu desenvolvimento global, é necessário oferecer-lhes um ambiente de aprendizagem que os ajude a abandonar essa postura passiva de receptores de conhecimento, um ambiente onde sejam valorizadas e estimuladas a sua criatividade e iniciativas, possibilitando-lhes uma maior interação com as pessoas e com o meio em que vivem, partindo não de suas limitações e dificuldades, mas da ênfase no potencial de desenvolvimento de cada um, confiando e apostando nas suas capacidades, aspirações, crescimento pessoal e integração na comunidade.
A partir daí, tem a educação inclusiva, uma iniciativa que implica um processo contínuo de melhoria da escola com o fim de utilizar todos os recursos disponíveis, especialmente os recursos humanos, para promover a participação e aprendizagem de todos os alunos, no interior de uma comunidade local.
INCLUSÃO: PROBLEMA OU SOLUÇÃO?
INCLUSÃO: PROBLEMA OU SOLUÇÃO?
Como cuidar, integrar, reconhecer, relacionar-se com crianças (e pessoas de um modo geral) com necessidades especiais e que, por isso, diferenciam-se ou utilizam recursos diferentes dos normalmente conhecidos ou utilizados, sempre foi um problema social e institucional. Essa tarefa estava, antes, restrita à família ou a alguma pessoa que, por alguma razão, assumisse esse papel, bem como às instituições públicas (hospitais, asilos, escolas especiais etc.), especialmente dedicadas ao problema. Agora, espera-se que as escolas fundamentais incluam crianças que apresentem limitações.
Refletir sobre os fundamentos da educação inclusiva significa analisar o que está na base, e mesmo que não tenhamos consciência, que não tenhamos obrigação de trabalhar em sala de aula, está presente e de alguma forma regula nosso trabalho. É fundamental refletir sobre isso, procurar saber e tomar uma posição sobre o que pode estar definindo as características de nosso trabalho.
A escola tem hoje uma difícil tarefa: educar a todos sem exclusão. Frente a esse contexto educacional diversificado, onde as diferenças raciais, culturais, e de aprendizagem estão presentes, exige-se cada vez mais do professor conhecimentos, habilidades e competências para atuar em sala de aula auxiliando na construção do conhecimento de seus alunos. Uma das maiores preocupações dos professores nos últimos anos tem sido quanto à inclusão de portadores de necessidades especiais no sistema regular de ensino, pois com isso surge a necessidade de adaptação e reformulação das práticas pedagógicas, visando a aprendizagem de todos os alunos. Por ser uma realidade nova, mexe com a formação dos profissionais que atuam no ensino. Assim a inclusão poderá provocar principalmente dois tipos de reação dos professores: a primeira é a recusa a tais alunos em suas salas, e a segunda é a aceitação destes e a consequente busca por melhores aulas.
As crianças com deficiências (física, auditiva, visual e mental), têm dificuldades que limitam sua capacidade de interagir com o mundo. Essas dificuldades podem impedir que estas crianças desenvolvam habilidades que formam a base do seu processo de aprendizagem. A criança com deficiência física, sensorial ou mental, por suas próprias limitações motoras ou sociais, agravadas por um tratamento paternalista, não valorizador de suas potencialidades, quase sempre cresce com uma restrita interação com o meio e a realidade que a cerca. Se a criança não for adequadamente estimulada, assume posições de passividade diante da realidade, e na solução de seus próprios problemas diários, é condicionada a que outros resolvam seus problemas e até pensem por ela.
terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Sábias palavras da Professora Maria Teresa Mantoan, autora de obras como "Inclusão Escolar" e "Educação de Deficientes Mentais" e coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisa em Ensino e Diversidade da Unicamp:
"O processo de exclusão é decorrente da própria organização das escolas, que tende a homogeneizar as turmas, tendo em vista sempre o desempenho de um aluno padrão ideal, o que é impossível. A escola trabalha dentro de uma organização que padronizou todo o seu funcionamento e que não leva em consideração as diferenças entre os alunos.
A exclusão dos alunos se dá, justamente, em função de uma organização escolar que não reconhece as diferenças".
"O professor não deve definir o que o aluno precisa saber, mas sim apoiá-lo em sua experiência de aprendizagem, oferecendo a ele subsídios para evoluir em seu conhecimento. Ou seja: o papel do professor não é exigir que o aluno aprenda o que ele quer, nem o que está no currículo, mas sim oferecer ao grupo de alunos um ensino de maior qualidade, pois se o professor ensina bem, a probabilidade do aluno aprender algo melhor é muito maior".
quarta-feira, 10 de março de 2010
Comunidade Escolar e a Política de Inclusão
Mesmo sendo favoráveis à concepção da política da educação inclusiva e percebendo os benefícios que sua implementação traria a toda a sociedade, o temor e as preocupações daí decorrentes são inevitáveis.
As escolas, de modo geral, têm conhecimento da existência das leis acerca da inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais no ambiente escolar a da obrigatoriedade da garantia de vaga para estas. As equipes diretivas respeitam e garantem a entrada destes alunos, mostrando-se favoráveis à política de inclusão, mas apontam alguns entraves pelo fato de não haver a sustentação necessária e a devida estrutura para sua operacionalização.
Muitas vezes fica evidente no ambiente escolar a concepção de uma educação voltada para a "normalidade", contrapondo-se à compreensão da inclusão, como um processo que deve abranger todas as diferenças, o que manifesta-se em frases como: "tenho vinte e três alunos, e dois são de inclusão".
É senso comum nas escolas que "todo aluno com condição de aprendizagem formal" deve ser encaminhado para escola de ensino regular. No caso, os educadores consideram as escola que adotaram o sistema de ciclos como as mais preparadas para tal, pois possibilitaria o convívio com as diferenças e com colegas de sua idade. No entanto, ressaltam que algumas crianças e adolescentes não possuem condições de frequentar a escola regular e, em alguns casos, nem a escola especial.
Outra questão bastante discutida pelos grupos escolares é de que o processo de inclusão deve ser compartilhado com todos os segmentos sociais, não ficando restrito à escola. Neste sentido, torna-se especialmente relevante a participação dos diferentes segmentos na implantação dos direitos assegurados em lei para que os benefícios de uma política de inclusão educacional possam ser efetivados.
Assim, incluir pessoas com necessidades especiais na escola regular pressupõe uma grande reforma no sistema educacional que implica na flexibilização e adequação do currículo, com modificação nas formas de ensinar, avaliar, trabalhar com grupos em sala de aula e a criação de estruturas físicas facilitadoras do ingresso e circulação de todas as pessoas.
Espera-se, assim, que cada aluno desenvolva-se de acordo com seu ritmo, independente de estar equiparado ou não à sua turma, e que possam construir sua autonomia e seu conhecimento para poderem viver em sociedade de maneira a ser respeitado em seus direitos e possa participar dela ativamente.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Educação Inclusiva: Um direito a ser garantido
As duas últimas décadas foram marcadas por movimentos sociais importantes, organizados por pessoas portadoras de deficiências e por militantes dos direitos humanos, conquistando o reconhecimento das pessoas, de maneira geral, à plena participação social. Essa conquista tomou forma nos instrumentos internacionais que passaram a orientar a reformulação dos marcos legais de todos os países, inclusive do Brasil.
A Declaração de Ação da Conferência Mundial sobre Direitos Humanos de Viena (1993), que ratificou o princípio da Diversidade, estabeleceu, ao lado do direito à igualdade, o direito à diferença: o reconhecimento da pluralidade de sujeitos portadores de direitos e de seus direitos específicos como parte integrante e indivisível da plataforma universal dos Direitos Humanos.
Como bem falou Tarso Genro, ministro da Educação em 2004, isso significou o rompimento de um paradigma centrado na idéia de Integração das pessoas com deficiência, que visava aproximá-las dos padrões de normalidade vigentes, em favor de um outro, o da Inclusão, centrado na mudança radical das práticas sociais com respeito à diferença. No artigo 22 da Declaração de Viena está expresso: "Deve-se dar atenção especial às pessoas portadoras de deficiências, visando a assegurar-lhes um tratamento não-discriminatório e equitativo no campo dos direitos humanos e liberdades fundamentais, garantindo sua plena participação em todos os aspectos da sociedade".
Tal mudança introduz uma nova ética, a Ética da Diversidade, que rompe com a idéia de um modelo de humanidade e de seres humanos, rompendo, por extensão, com a idéia de padrões sociais e de adaptação dos excluídos ao status quo.
Essas mudanças constituem em alicerce necessário na luta comum pela emancipação social, política e econômica do país. Implantar uma política inclusiva foi e está sendo um desafio da educação brasileira. Nele, conjugam-se o dever do Estado e o direito da Cidadania. Hoje, mais do que ampliar e aprofundar os marcos legais, devemos concretizar, no cotidiano, as conquistas positivas na legislação brasileira em relação às pessoas com necessidades educacionais especiais.
Assim, ficam duas questões a serem objetos de nossa reflexão como educadores e transformadores sociais:
- Qual o papel da escola na luta pelo direito à Diversidade?
- Quais as ações necessárias para a concretização desse direito?
domingo, 28 de fevereiro de 2010
LEGISLAÇÃO GARANTINDO A CIDADANIA NA ESCOLA
- CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
CAPÍTULO III
DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO
Seção I
DA EDUCAÇÃO
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
- LEI Nº 9394 DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996
LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL
TÍTULO II
Dos Princípios e Fins da Educação Nacional
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
- LEI Nº 8069 DE 13 DE JULHO DE 1990
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ECA
Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
Capítulo II
Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade
Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais;
II - opinião e expressão;
III - crença e culto religioso;
IV - brincar, praticar esportes e divertir-se;
V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação;
VI - participar da vida política, na forma da lei;
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação.
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.
Capítulo IV
Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - direito de ser respeitado por seus educadores;
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores;
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis;
V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Amigos...
Para cumprir sua função social, a escola precisa considerar as práticas de nossa sociedade, sejam elas de natureza econômica, política, social, cultural, ética ou moral. Tem que considerar também as relações diretas ou indiretas dessas práticas com os problemas específicos da comunidade local a que presta serviços.
Por isso, é fundamental conhecer as expectativas dessa comunidade, suas necessidades, formas de sobrevivência, valores, costumes e manifestações culturais e artísticas. É através desse conhecimento que a escola pode atender a comunidade e auxiliá-la a ampliar seu instrumental de compreensão e transformação do mundo.
A escola pode e deve ser concebida como um pólo cultural, onde o conhecimento já sistematizado pela humanidade é socializado e trabalhado de forma não fragmentada, vinculado à realidade, proporcionando a ampliação das possibilidades culturais dos alunos e da comunidade.
É preciso promover a identidade cultural do aluno, inserindo-o no mundo em que vive, pois só assim estaremos contribuindo na formação de cidadãos que participem ativamente da vida econômica e social do país, contribuindo para a transformação da sociedade brasileira numa sociedade mais justa, com melhores condições de vida para todos.
PENSAMENTOS...
PORTAS
Se você abre uma porta, você pode ou não entrar em uma nova sala. Você pode não entrar e ficar observando a vida. Mas se você vence a dúvida, o medo e entra, dá um grande passo: nesta sala, vive-se. Mas, também tem um preço... São inúmeras outras portas que você descobre. Às vezes quebra-se a cara, às vezes curte-se mil e uma.
O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta.
A vida não é rigorosa. Ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno.
A vida é generosa. A cada sala que se vive, descobrem-se tantas outras portas. E a vida enriquece quem se arrisca abrir novas portas. Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.
Mas a vida também pode ser dura e severa. Se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela frente. É a repetição perante a criação, é a monotonia monocromática perante a multiplicidade das cores, é a estagnação da vida...
Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens...
Içami Tiba
“Excluem-se da escola
os que não conseguem aprender,
excluem-se do mercado
de trabalho os que não têm
capacidade técnica porque
antes não aprenderam a ler,
escrever e contar e excluem-se,
finalmente, do exercício da
cidadania esses mesmos
cidadãos, porque não conhecem os valores morais
e políticos que fundam a vida
de uma sociedade livre,
democrática e participativa.”
Vicente Barreto
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