Como cuidar, integrar, reconhecer, relacionar-se com crianças (e pessoas de um modo geral) com necessidades especiais e que, por isso, diferenciam-se ou utilizam recursos diferentes dos normalmente conhecidos ou utilizados, sempre foi um problema social e institucional. Essa tarefa estava, antes, restrita à família ou a alguma pessoa que, por alguma razão, assumisse esse papel, bem como às instituições públicas (hospitais, asilos, escolas especiais etc.), especialmente dedicadas ao problema. Agora, espera-se que as escolas fundamentais incluam crianças que apresentem limitações.
Refletir sobre os fundamentos da educação inclusiva significa analisar o que está na base, e mesmo que não tenhamos consciência, que não tenhamos obrigação de trabalhar em sala de aula, está presente e de alguma forma regula nosso trabalho. É fundamental refletir sobre isso, procurar saber e tomar uma posição sobre o que pode estar definindo as características de nosso trabalho.
A escola tem hoje uma difícil tarefa: educar a todos sem exclusão. Frente a esse contexto educacional diversificado, onde as diferenças raciais, culturais, e de aprendizagem estão presentes, exige-se cada vez mais do professor conhecimentos, habilidades e competências para atuar em sala de aula auxiliando na construção do conhecimento de seus alunos. Uma das maiores preocupações dos professores nos últimos anos tem sido quanto à inclusão de portadores de necessidades especiais no sistema regular de ensino, pois com isso surge a necessidade de adaptação e reformulação das práticas pedagógicas, visando a aprendizagem de todos os alunos. Por ser uma realidade nova, mexe com a formação dos profissionais que atuam no ensino. Assim a inclusão poderá provocar principalmente dois tipos de reação dos professores: a primeira é a recusa a tais alunos em suas salas, e a segunda é a aceitação destes e a consequente busca por melhores aulas.
As crianças com deficiências (física, auditiva, visual e mental), têm dificuldades que limitam sua capacidade de interagir com o mundo. Essas dificuldades podem impedir que estas crianças desenvolvam habilidades que formam a base do seu processo de aprendizagem. A criança com deficiência física, sensorial ou mental, por suas próprias limitações motoras ou sociais, agravadas por um tratamento paternalista, não valorizador de suas potencialidades, quase sempre cresce com uma restrita interação com o meio e a realidade que a cerca. Se a criança não for adequadamente estimulada, assume posições de passividade diante da realidade, e na solução de seus próprios problemas diários, é condicionada a que outros resolvam seus problemas e até pensem por ela.
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