sábado, 1 de maio de 2010
Refletindo e trocando idéias...
Caros amigos,
A reflexão acerca da Educação Inclusiva aponta para a importância de estratégias de apoio em que se busque a ampliação do entendimento das necessidades dos alunos na sua inserção nas atividades do cotidiano escolar. Demonstra também que a prática realizada é uma estratégia válida, na medida em que se baseia não no treinamento de professores para atitudes mais adequadas, mas apresenta o desafio da construção, das mudanças de hábitos, atitudes e valores de uma “lógica da exclusão” para uma “lógica da inclusão”.
Abraçamos a Educação Inclusiva não como um movimento utópico, mas como a realidade possível da sociedade contemporânea. Neste sentido, gostaríamos de assinalar que mais do que nunca acreditamos na necessidade da manutenção da Educação Especial no nosso país. É nela que vamos encontrar os profissionais para fazer a passagem dos professores do ensino regular para a Educação Inclusiva.
Mas, é importante que os professores do ensino especial revejam a sua prática. Ela não pode mais se orientar pelo modelo integração ou cairemos apenas em práticas reeducativas, com a manutenção do modelo médico de deficiência.
Construir uma sociedade e educação para todos, não é fácil, mas é possível se reunirmos forças, nos engajarmos coletivamente para mobilização de recursos e esquemas e construção de novos caminhos.
A Educação é um processo contínuo de mudança.
Vamos continuar essa reflexão a fim de, juntos, viabilizarmos na prática essa realidade e necessidade tão presente atualmente.
Um abraço!
A reflexão acerca da Educação Inclusiva aponta para a importância de estratégias de apoio em que se busque a ampliação do entendimento das necessidades dos alunos na sua inserção nas atividades do cotidiano escolar. Demonstra também que a prática realizada é uma estratégia válida, na medida em que se baseia não no treinamento de professores para atitudes mais adequadas, mas apresenta o desafio da construção, das mudanças de hábitos, atitudes e valores de uma “lógica da exclusão” para uma “lógica da inclusão”.
Abraçamos a Educação Inclusiva não como um movimento utópico, mas como a realidade possível da sociedade contemporânea. Neste sentido, gostaríamos de assinalar que mais do que nunca acreditamos na necessidade da manutenção da Educação Especial no nosso país. É nela que vamos encontrar os profissionais para fazer a passagem dos professores do ensino regular para a Educação Inclusiva.
Mas, é importante que os professores do ensino especial revejam a sua prática. Ela não pode mais se orientar pelo modelo integração ou cairemos apenas em práticas reeducativas, com a manutenção do modelo médico de deficiência.
Construir uma sociedade e educação para todos, não é fácil, mas é possível se reunirmos forças, nos engajarmos coletivamente para mobilização de recursos e esquemas e construção de novos caminhos.
A Educação é um processo contínuo de mudança.
Vamos continuar essa reflexão a fim de, juntos, viabilizarmos na prática essa realidade e necessidade tão presente atualmente.
Um abraço!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Participação...
Sugestões para a convivência com pessoas com deficiência
Pessoas que não conhecem pessoas com deficiência muitas vezes ficam sem jeito, com “muitos dedos”, como se diz, quando as encontram.
Para ajudar, aqui vão sugestões sobre o que fazer:
• Não faça de conta que a deficiência não existe. A deficiência é uma característica muito importante da pessoa e precisa ser considerada devidamente;
• A pessoa com deficiência é como todo mundo: pode ter dificuldade em algumas atividades e facilidade em outras;
• As pessoas com deficiência têm o direito de assumir responsabilidade por suas próprias decisões, podem e querem fazer isso;
• Quando quiser alguma informação de uma pessoa com deficiência, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes;
• Pergunte antes de ajudar. Sempre que quiser, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte qual é a forma mais adequada para ajudar;
• Não se ofenda se a oferta for recusada. Nem sempre as pessoas com deficiência precisam de ajuda;
• Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa com deficiência, procure outra pessoa que possa ajudar;
• Não exclua as pessoas com deficiência das atividades comunitárias. Estimule a participação e deixe que elas decidam como e se querem fazer;
• Trate as pessoas com deficiência de acordo com a sua faixa etária. Se for criança, trate como criança, se for jovem, trate como jovem;
• As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
Como perceber se o seu aluno tem sinais de deficiência.
Muitas vezes, é o professor que consegue perceber que a criança tem alguma difi¬culdade. Sua função é avisar a família, orientando-a para procurar ajuda especializada. Mas isso não é um diagnóstico, cabe somente ao profissional especializado realizá-lo.
Disponível em: http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html
Pessoas que não conhecem pessoas com deficiência muitas vezes ficam sem jeito, com “muitos dedos”, como se diz, quando as encontram.
Para ajudar, aqui vão sugestões sobre o que fazer:
• Não faça de conta que a deficiência não existe. A deficiência é uma característica muito importante da pessoa e precisa ser considerada devidamente;
• A pessoa com deficiência é como todo mundo: pode ter dificuldade em algumas atividades e facilidade em outras;
• As pessoas com deficiência têm o direito de assumir responsabilidade por suas próprias decisões, podem e querem fazer isso;
• Quando quiser alguma informação de uma pessoa com deficiência, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes;
• Pergunte antes de ajudar. Sempre que quiser, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte qual é a forma mais adequada para ajudar;
• Não se ofenda se a oferta for recusada. Nem sempre as pessoas com deficiência precisam de ajuda;
• Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa com deficiência, procure outra pessoa que possa ajudar;
• Não exclua as pessoas com deficiência das atividades comunitárias. Estimule a participação e deixe que elas decidam como e se querem fazer;
• Trate as pessoas com deficiência de acordo com a sua faixa etária. Se for criança, trate como criança, se for jovem, trate como jovem;
• As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
Como perceber se o seu aluno tem sinais de deficiência.
Muitas vezes, é o professor que consegue perceber que a criança tem alguma difi¬culdade. Sua função é avisar a família, orientando-a para procurar ajuda especializada. Mas isso não é um diagnóstico, cabe somente ao profissional especializado realizá-lo.
Disponível em: http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html
Uma escola com qualidade forma pessoas felizes e cidadãos conscientes de seus direitos...
Uma escola com qualidade forma pessoas felizes e cidadãos conscientes
A escola com ensino de qualidade:
• Favorece e incentiva a criação de laços de amizade entre todos os alunos;
• Considera os conteúdos acadêmicos como meios para se conhecer o mundo e não como um fim em si mesmos;
• Estabelece parceria com as famílias e a comunidade para elaborar e cumprir o projeto escolar;
• Favorece práticas e métodos pedagógicos que incentivam a formação de conhecimento compartilhado entre professor e alunos, em vez de despejar conteúdos formados por verdades prontas e acabadas;
• Adota a transversalidade curricular (estudos que integram vários tipos de conhecimento) em substituição à obrigação do consumo passivo de informações e de conhecimentos sem sentido;
• Incentiva a criatividade e a autonomia do aluno em busca do próprio conhecimento;
• Prefere temas de estudo relacionados à realidade, à identidade social e cultural dos alunos;
• Ensina o valor da diferença e da convivência para os alunos a partir do exemplo dos professores e da comunidade escolar e pelo ensino ministrado nas salas de aula;
• Desenvolve atividades que não destacam os alunos que sabem mais dos que sabem menos;
• Adota o processo de avaliação que acompanha a evolução das competências de cada aluno;
• Organiza as turmas escolares por ciclos de formação e de desenvolvimento, respeitando o ritmo de cada um.
Sugestões para ensinar todos os alunos da classe
Você já pensou sobre isto?
• Convença-se que todos os seus alunos sabem alguma coisa e que todos podem aprender, cada um de acordo com seu jeito e com seu tempo próprios;
• Tenha altas expectativas em relação a todos os seus alunos, pois eles só aprenderão se você acreditar que isso é possível;
• Renuncie à idéia de que somente você tem algo a ensinar na classe e acredite que seu aluno também tem seu próprio saber;
• Dê oportunidades para o aluno aprender a partir do que sabe e chegar até onde é capaz de progredir. Afinal, os alunos aprendem mais quando tiram suas dúvidas, superam incertezas e satisfazem curiosidade;
• Promova o diálogo entre os alunos e suas diferentes características étnicas, religiosas, de gênero, de condição física;
• Faça com que todos interajam e construam ativamente conceitos, valores, atitudes, em vez de priorizar o ensino expositivo em sua sala de aula.[25]
[25]PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO, O Acesso de Pessoas com Deficiência às Classes e Escolas Comuns da Rede Regular de Ensino, [artigo online] :http://www.cepde.rj.gov.br/cartilha_do_mp.doc>. 2003.
A escola com ensino de qualidade:
• Favorece e incentiva a criação de laços de amizade entre todos os alunos;
• Considera os conteúdos acadêmicos como meios para se conhecer o mundo e não como um fim em si mesmos;
• Estabelece parceria com as famílias e a comunidade para elaborar e cumprir o projeto escolar;
• Favorece práticas e métodos pedagógicos que incentivam a formação de conhecimento compartilhado entre professor e alunos, em vez de despejar conteúdos formados por verdades prontas e acabadas;
• Adota a transversalidade curricular (estudos que integram vários tipos de conhecimento) em substituição à obrigação do consumo passivo de informações e de conhecimentos sem sentido;
• Incentiva a criatividade e a autonomia do aluno em busca do próprio conhecimento;
• Prefere temas de estudo relacionados à realidade, à identidade social e cultural dos alunos;
• Ensina o valor da diferença e da convivência para os alunos a partir do exemplo dos professores e da comunidade escolar e pelo ensino ministrado nas salas de aula;
• Desenvolve atividades que não destacam os alunos que sabem mais dos que sabem menos;
• Adota o processo de avaliação que acompanha a evolução das competências de cada aluno;
• Organiza as turmas escolares por ciclos de formação e de desenvolvimento, respeitando o ritmo de cada um.
Sugestões para ensinar todos os alunos da classe
Você já pensou sobre isto?
• Convença-se que todos os seus alunos sabem alguma coisa e que todos podem aprender, cada um de acordo com seu jeito e com seu tempo próprios;
• Tenha altas expectativas em relação a todos os seus alunos, pois eles só aprenderão se você acreditar que isso é possível;
• Renuncie à idéia de que somente você tem algo a ensinar na classe e acredite que seu aluno também tem seu próprio saber;
• Dê oportunidades para o aluno aprender a partir do que sabe e chegar até onde é capaz de progredir. Afinal, os alunos aprendem mais quando tiram suas dúvidas, superam incertezas e satisfazem curiosidade;
• Promova o diálogo entre os alunos e suas diferentes características étnicas, religiosas, de gênero, de condição física;
• Faça com que todos interajam e construam ativamente conceitos, valores, atitudes, em vez de priorizar o ensino expositivo em sua sala de aula.[25]
[25]PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO, O Acesso de Pessoas com Deficiência às Classes e Escolas Comuns da Rede Regular de Ensino, [artigo online] :http://www.cepde.rj.gov.br/cartilha_do_mp.doc>. 2003.
ADAPTAÇÕES NA ESTRUTURA DA ESCOLA
Como a escola pode se preparar para receber um aluno com deficiência?
Adaptações arquitetônicas
Para que o ambiente da escola seja acessível, é preciso que as pessoas com deficiência, inclusive aquelas que usam cadeira de rodas, possam usar o mobiliário (cadeiras, mesas, balcões, bebedouros, quadros de avisos, equipamentos, etc.), se movimentar por todo o edifício (entrada principal, salas de aula, sanitários, pátios, quadras, parques, bibliotecas, laboratórios, lanchonetes, etc.) e pela vizinhança.
Isso significa que devemos observar também como está o lado de fora da escola. Olhe se há guias rebaixadas para pessoas em cadeira de rodas, travessia de pedestres sinalizada, semáforos sonoros para cegos, pontos de ônibus que permitam o embarque seguro e calçadas conservadas e livres de canteiros de flores, postes, caixas de correio, orelhões e bancas de jornal mal posicionados. Muitas vezes nem percebemos, mas estes obstáculos podem representar uma verdadeira “olimpíada” para as pessoas com deficiência.
É claro que isto é o ideal e nossa realidade está muito longe de atingi-lo. No entanto, não significa que você deve desistir de buscar o que for o possível para seu aluno. Até porque, num ambiente onde pessoas em cadeiras de rodas ou pessoas cegas e surdas circulam de maneira autônoma e segura, TODOS se beneficiam porque se locomovem com menos esforço e mais conforto.
Sabemos que muitas escolas infelizmente não têm bibliotecas ou salas de leitura, mas outras têm. É importante que você, professor, fique atento sobre a importância que a leitura tem para a criança com deficiência e, sempre que possível, estimule a comunidade escolar, a Associação de Pais e Mestres ou a Biblioteca Pública de sua cidade a se adaptar para acolher a criança e o jovem com deficiência.
A comunicação visual existente nas escolas deve ser compreendida por pessoas com todos os tipos de deficiência. Os quadros de avisos e placas de sinalização e orientação de usuários devem ter textos curtos, com letras grandes, acompanhados de símbolos e devem ser colocados no nível dos olhos de uma pessoa em cadeira de rodas. Devem ser instalados sinais de alerta com luz para avisar aos usuários surdos de eventuais emergências.
Parques infantis acessíveis a todas as crianças
Não deve haver barreiras arquitetônicas que possam dificultar o acesso de alunos usuários de cadeiras de rodas ou com locomoção reduzida (degraus, areia fofa em todo o solo, desníveis de um brinquedo para outro, etc.). O ideal é que todos os brinquedos sejam acessíveis a todas as crianças; no entanto, existem poucos brinquedos desse tipo no mercado[6]. Uma maneira de contornar esse problema é capacitar pessoas para ajudar crianças com deficiência a usarem com segurança os brinquedos existentes.
[7]http://www.abnt.org.br.
Adaptações arquitetônicas
Para que o ambiente da escola seja acessível, é preciso que as pessoas com deficiência, inclusive aquelas que usam cadeira de rodas, possam usar o mobiliário (cadeiras, mesas, balcões, bebedouros, quadros de avisos, equipamentos, etc.), se movimentar por todo o edifício (entrada principal, salas de aula, sanitários, pátios, quadras, parques, bibliotecas, laboratórios, lanchonetes, etc.) e pela vizinhança.
Isso significa que devemos observar também como está o lado de fora da escola. Olhe se há guias rebaixadas para pessoas em cadeira de rodas, travessia de pedestres sinalizada, semáforos sonoros para cegos, pontos de ônibus que permitam o embarque seguro e calçadas conservadas e livres de canteiros de flores, postes, caixas de correio, orelhões e bancas de jornal mal posicionados. Muitas vezes nem percebemos, mas estes obstáculos podem representar uma verdadeira “olimpíada” para as pessoas com deficiência.
É claro que isto é o ideal e nossa realidade está muito longe de atingi-lo. No entanto, não significa que você deve desistir de buscar o que for o possível para seu aluno. Até porque, num ambiente onde pessoas em cadeiras de rodas ou pessoas cegas e surdas circulam de maneira autônoma e segura, TODOS se beneficiam porque se locomovem com menos esforço e mais conforto.
Sabemos que muitas escolas infelizmente não têm bibliotecas ou salas de leitura, mas outras têm. É importante que você, professor, fique atento sobre a importância que a leitura tem para a criança com deficiência e, sempre que possível, estimule a comunidade escolar, a Associação de Pais e Mestres ou a Biblioteca Pública de sua cidade a se adaptar para acolher a criança e o jovem com deficiência.
A comunicação visual existente nas escolas deve ser compreendida por pessoas com todos os tipos de deficiência. Os quadros de avisos e placas de sinalização e orientação de usuários devem ter textos curtos, com letras grandes, acompanhados de símbolos e devem ser colocados no nível dos olhos de uma pessoa em cadeira de rodas. Devem ser instalados sinais de alerta com luz para avisar aos usuários surdos de eventuais emergências.
Parques infantis acessíveis a todas as crianças
Não deve haver barreiras arquitetônicas que possam dificultar o acesso de alunos usuários de cadeiras de rodas ou com locomoção reduzida (degraus, areia fofa em todo o solo, desníveis de um brinquedo para outro, etc.). O ideal é que todos os brinquedos sejam acessíveis a todas as crianças; no entanto, existem poucos brinquedos desse tipo no mercado[6]. Uma maneira de contornar esse problema é capacitar pessoas para ajudar crianças com deficiência a usarem com segurança os brinquedos existentes.
[7]http://www.abnt.org.br.
INTEGRAÇÃO VERSUS INCLUSÃO
Integração versus Inclusão
Até os anos setenta do século passado, a escola seguia o modelo da Integração, ou seja, aceitava somente os alunos que tivessem condições de acompanhar os métodos de ensino e o ritmo de aprendizagem da maioria dos alunos.
Considerava-se que a deficiência era um problema que estava na pessoa e, portanto, era a pessoa que precisava ser modificada (habilitada, reabilitada, educada) para tornar-se apta a satisfazer os padrões aceitos no meio social (família, escola, emprego, ambiente). Quem não estivesse pronto para ingressar imediatamente na escola, precisava ser “preparado”, por uma classe especial ou Escola Especial, até ser considerado aceitável.
A partir dos anos oitenta, esse modelo começou a ser questionado. Já nos anos noventa, estava consolidado o novo conceito proposto: o da Inclusão.
Por esse modelo, a deficiência não é um problema da pessoa, mas, sim, o resultado da incapacidade da sociedade em atender às necessidades dessa mesma pessoa.
Portanto, pelo modelo da inclusão, é a sociedade (escolas, empresas, programas, serviços, ambientes físicos etc.) que precisa se tornar capaz de acolher todas as pessoas.
Você deve ter ouvido muita gente falar que a Educação Inclusiva é uma ilusão e que ela nunca vai funcionar. Você deve ter ouvido muitos professores dizendo que uma boa classe especial ou Escola Especial é melhor para as pessoas com deficiência do que uma Escola Inclusiva ruim.
O que você pode dizer a essas pessoas é que esse é um falso dilema. As pessoas com deficiência têm direito a uma educação de qualidade e inclusiva. As duas coisas não são e não podem ser consideradas excludentes. Esse é um direito intransferível de todas as crianças e ninguém pode negar isso a elas.
A Sociedade para Todos está em processo de construção. Hoje, vivemos um momento de transição entre modelos e idéias, por isso ainda estamos convivendo com classes especiais e Escolas Especiais. Mas, a Escola Inclusiva e o modelo da Inclusão vieram para ficar porque se baseiam em conceitos teóricos e práticos desenvolvidos pelos melhores educadores em todo o mundo e refletem o nosso momento histórico.
Esse momento de transição é inevitável porque adotar um novo modelo nunca é fácil. Um modelo de pensamento é uma espécie de filtro através do qual o mundo pode ser interpretado. Isto significa que, ao analisarmos um modelo, não o fazemos apenas racionalmente, mas, também, e sobretudo, o fazemos emocionalmente. O modelo da Inclusão exige que abandonemos preconceitos e estereótipos em relação à Educação e às pessoas com deficiência.
É difícil mudar nossas opiniões, idéias e valores. Temos dúvidas e perguntas, e muitas vezes não sabemos como fazer de forma diferente.
Disponível em: http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html
Até os anos setenta do século passado, a escola seguia o modelo da Integração, ou seja, aceitava somente os alunos que tivessem condições de acompanhar os métodos de ensino e o ritmo de aprendizagem da maioria dos alunos.
Considerava-se que a deficiência era um problema que estava na pessoa e, portanto, era a pessoa que precisava ser modificada (habilitada, reabilitada, educada) para tornar-se apta a satisfazer os padrões aceitos no meio social (família, escola, emprego, ambiente). Quem não estivesse pronto para ingressar imediatamente na escola, precisava ser “preparado”, por uma classe especial ou Escola Especial, até ser considerado aceitável.
A partir dos anos oitenta, esse modelo começou a ser questionado. Já nos anos noventa, estava consolidado o novo conceito proposto: o da Inclusão.
Por esse modelo, a deficiência não é um problema da pessoa, mas, sim, o resultado da incapacidade da sociedade em atender às necessidades dessa mesma pessoa.
Portanto, pelo modelo da inclusão, é a sociedade (escolas, empresas, programas, serviços, ambientes físicos etc.) que precisa se tornar capaz de acolher todas as pessoas.
Você deve ter ouvido muita gente falar que a Educação Inclusiva é uma ilusão e que ela nunca vai funcionar. Você deve ter ouvido muitos professores dizendo que uma boa classe especial ou Escola Especial é melhor para as pessoas com deficiência do que uma Escola Inclusiva ruim.
O que você pode dizer a essas pessoas é que esse é um falso dilema. As pessoas com deficiência têm direito a uma educação de qualidade e inclusiva. As duas coisas não são e não podem ser consideradas excludentes. Esse é um direito intransferível de todas as crianças e ninguém pode negar isso a elas.
A Sociedade para Todos está em processo de construção. Hoje, vivemos um momento de transição entre modelos e idéias, por isso ainda estamos convivendo com classes especiais e Escolas Especiais. Mas, a Escola Inclusiva e o modelo da Inclusão vieram para ficar porque se baseiam em conceitos teóricos e práticos desenvolvidos pelos melhores educadores em todo o mundo e refletem o nosso momento histórico.
Esse momento de transição é inevitável porque adotar um novo modelo nunca é fácil. Um modelo de pensamento é uma espécie de filtro através do qual o mundo pode ser interpretado. Isto significa que, ao analisarmos um modelo, não o fazemos apenas racionalmente, mas, também, e sobretudo, o fazemos emocionalmente. O modelo da Inclusão exige que abandonemos preconceitos e estereótipos em relação à Educação e às pessoas com deficiência.
É difícil mudar nossas opiniões, idéias e valores. Temos dúvidas e perguntas, e muitas vezes não sabemos como fazer de forma diferente.
Disponível em: http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html
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