quarta-feira, 24 de março de 2010

A CONSTRUÇÃO ATIVA DO CONHECIMENTO NA ESCOLA INCLUSIVA

Se, conforme Piaget (1949), as crianças são construtoras de seu próprio conhecimento, quando portadoras de deficiência, esta construção pode ser limitada pela restrita interação dessas crianças com o seu ambiente. E é nessa interação que ocorrem as condições do conhecimento sobre a importância para o aprendizado, das interações do mundo "o construcionismo, que atribui especial importância ao papel das construções do mundo como apoio para o que ocorreu no cérebro, tornando-se deste modo, uma doutrina puramente mentalista".

A ingressarem no sistema educativo tradicional, regular ou especial, as crianças com necessidade educacionais especiais, freqüentemente, vivenciam interações que reforçam uma postura de passividade diante de sua realidade e de seu meio ambiente, sendo submetidas, a um paradigma educacional no qual elas continuam a ser objetos e não sujeitos de seus próprios processos. Esses paradigmas ao contrário de educar para independência, para a autonomia e liberdade no pensar e no agir, reforçam esquemas de dependência e submissão. Os alunos são vistos e tratados como receptores de informações e não construtores de seus próprios conhecimentos.

Exatamente pelas dificuldades e atrasos que os alunos com necessidades especiais apresentam em seu desenvolvimento global, é necessário oferecer-lhes um ambiente de aprendizagem que os ajude a abandonar essa postura passiva de receptores de conhecimento, um ambiente onde sejam valorizadas e estimuladas a sua criatividade e iniciativas, possibilitando-lhes uma maior interação com as pessoas e com o meio em que vivem, partindo não de suas limitações e dificuldades, mas da ênfase no potencial de desenvolvimento de cada um, confiando e apostando nas suas capacidades, aspirações, crescimento pessoal e integração na comunidade.

A partir daí, tem a educação inclusiva, uma iniciativa que implica um processo contínuo de melhoria da escola com o fim de utilizar todos os recursos disponíveis, especialmente os recursos humanos, para promover a participação e aprendizagem de todos os alunos, no interior de uma comunidade local.

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