Se, conforme Piaget (1949), as crianças são construtoras de seu próprio conhecimento, quando portadoras de deficiência, esta construção pode ser limitada pela restrita interação dessas crianças com o seu ambiente. E é nessa interação que ocorrem as condições do conhecimento sobre a importância para o aprendizado, das interações do mundo "o construcionismo, que atribui especial importância ao papel das construções do mundo como apoio para o que ocorreu no cérebro, tornando-se deste modo, uma doutrina puramente mentalista".
A ingressarem no sistema educativo tradicional, regular ou especial, as crianças com necessidade educacionais especiais, freqüentemente, vivenciam interações que reforçam uma postura de passividade diante de sua realidade e de seu meio ambiente, sendo submetidas, a um paradigma educacional no qual elas continuam a ser objetos e não sujeitos de seus próprios processos. Esses paradigmas ao contrário de educar para independência, para a autonomia e liberdade no pensar e no agir, reforçam esquemas de dependência e submissão. Os alunos são vistos e tratados como receptores de informações e não construtores de seus próprios conhecimentos.
Exatamente pelas dificuldades e atrasos que os alunos com necessidades especiais apresentam em seu desenvolvimento global, é necessário oferecer-lhes um ambiente de aprendizagem que os ajude a abandonar essa postura passiva de receptores de conhecimento, um ambiente onde sejam valorizadas e estimuladas a sua criatividade e iniciativas, possibilitando-lhes uma maior interação com as pessoas e com o meio em que vivem, partindo não de suas limitações e dificuldades, mas da ênfase no potencial de desenvolvimento de cada um, confiando e apostando nas suas capacidades, aspirações, crescimento pessoal e integração na comunidade.
A partir daí, tem a educação inclusiva, uma iniciativa que implica um processo contínuo de melhoria da escola com o fim de utilizar todos os recursos disponíveis, especialmente os recursos humanos, para promover a participação e aprendizagem de todos os alunos, no interior de uma comunidade local.
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